sexta-feira, 3 de junho de 2016

Braquiquito








BRAQUIQUITO-COR-DE-ROSA
Brachychiton discolor F.Muell., originária da Austrália, da família Malvaceae.
Arvore que atinge aproximadamente 9 metros de altura, tronco cilindro e acinzentado sem muitas ramificações. Folhas lembram a do Acer, o símbolo da bandeira do Canadá, sendo lobadas, com de 3 a 7 lobos (recortes) e peludas; pouco antes de florescer a arvore perde todas ou quase todas as folhas (caducifólia). Flores campanuladas cor-de-rosa, belíssimas, parecem obra de arte, uma corola expandida com 5 recortes, lembra um sino, algumas vermelhas, cobertas por uma densa camada de pelos, como um veludo. Frutos também pilosos, lenhosos e marrons.
Devido a sua beleza, pode ser um grande atrativo em parques, praças e em jardins, afinal não é muito grande. Para uma entrada de sítio, plantada formando uma alameda fica um primor.
Prefere climas um pouco mais frios, não gosta de poda, tem crescimento lento, após o plantio adubar com composto orgânico e só molhar quando a terra estiver seca.
Multiplica-se por sementes.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Sálvia-bicolor









SALVIA-BICOLOR
Salvia leucanta Cav., originária do México, da família Lamiaceae.
Sub-arbusto que normalmente não ultrapassa 1 metro de altura, formando uma grande moita com muito galhos claros. Folhas lanceoladas verde claro, esbranquiçada e pubescente na face inferior. Flores brancas e roxas dispostas em espigas longas e terminais, formando lindas inflorescência que os beija-flores adoram. De longe parece muito com as lavandas, mas olhando de perto podemos observar as diferenças.
Forma lindíssimas moitas, pode ser usada como grandes canteiros. Alguns a usam como bordadura, outros plantados em grandes vasos ou floreiras.
Desenvolve-se bem a sol pleno em solo rico em matéria orgânica, irrigado somente quando a terra estiver seca. Prefere locais frios.
Multiplica-se por estacas, preferencialmente feitas no inverno.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

ARRUDA









ARRUDA
Ruta graveolens L., originária da Europa meridional, da família Rutaceae.
Subarbusto com a parte inferior lenhosa, atinge até 1,5 metros de altura, ramificado e rizomatoso. Folhas azuladas, muito aromáticas e bipinadas. Inflorescências compostas por flores amarelas belíssimas, formadas em pedicelos que saem de pontos diversos da haste e se elevam ao mesmo nível.
Muito utilizada contra mau-olhado, como proteção e para dar sorte. É muito presente nos jardins brasileiros e várias pessoas usam um pedaço do galho atrás da orelha seguindo a crença de proteção que vem desde a antiguidade.
Também utilizada para afastar insetos das plantações, a planta eu fotografei num vinhedo na Argentina e lá ela atrai joaninhas que comem os pulgões.
Desenvolve-se bem a sol pleno ou meia sombra, desde que receba algumas horas de sol por dia, não é muito exigente quanto ao solo e prefere temperaturas mais frias, mas não a impede de crescer em temperaturas mais altas.
Multiplica-se por sementes e estacas.

domingo, 8 de maio de 2016

Paineira-branca














PAINEIRA-BRANCA 
Ceiba speciosa (A.St.-Hil.) Ravenna, originária do Brasil, da família Malvaceae. No site que eu consulto, http://reflora.jbrj.gov.br/ essa paineira é descrita como brasileira, já na wikipedia, eles dizem que é brasileira e argentina. Especialmente esse exemplar fotografado foi registrado em Mendoza (Argentina)
Árvore que atinge até 30 metros de altura, com um tronco coberto de acúleos (falsos espinhos), principalmente quando a planta está é mais nova; mais gordo perto da base, por isso, em alguns lugares ela é chamada de barriguda. Folhas palmadas e caducas (que caem). Flores especiais “speciosa” lindas de ver, grandes com cinco pétalas amarelas que se tornam branca como centro mais escuro. O fruto parece um abacate, só que dentro tem a paina (que envolve as sementes), que pode ser usada para fazer travesseiros e edredons.
Ficam lindas em grandes jardins, clubes, praças e parques, em calçadas não é muito recomendada devido ao grande diâmetro do tronco e sua madeira mole, além das flores grandes que quando caem podem tornar-se escorregadias. Devido ao seu crescimento rápido, são muito indicadas para recuperação de áreas degradadas.
Multiplica-se por sementes.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

FATSIA







FATSIA
Fatsia japonica (Thunb.) Decne. & Planch., originária do Japão e China, da família Araliaceae.
Arbusto que pode atingir até 3 metros de altura, existe uma variedade mais compacta. Folhas grandes, muito ornamentais palmadas, formadas por pecíolos longos. Flores lindas, pequenas e brancas, que se agrupam em forma cilíndrica “bolas de flores”
Utilizada para formar cercas, maciços ou mesmo para plantio em vasos, ficando com as folhas mais bonitas em ambientes internos como terraços. Também ficam lindas em jardins com presença de árvores que forneçam algum tipo de sombra. Esse exemplar foi fotografado em Valparaiso (Chile) em uma das casas do grande poeta Pablo Neruda.
Desenvolve-se bem a meia-sombra, mas com bastante claridade, prefere solo fértil, que deve ser irrigado quando estiver seco. Prefere locais mais frios.
Multiplica-se por estacas ou mergulhia aérea (alporquia).


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Vinícola Orgânica







Vinícola orgânica Emiliana
Umas das muitas coisas boas que existem no Chile, me chamou muito a atenção uma vinícola para lá de especial, a Emiliana, que fica no caminho de Santiago para Vina del Mar.
Não é usado nada de agrotóxicos, lá as diversas flores fazem uma barreira natural para os insetos que poderiam atacar o vinhedo, elas atraem os insetos. As rosas são usadas como indicador, caso fiquem doentes eles logo ficam atentos, pois na sequencia serão as uvas.
Existem os galinheiros móveis, com as lindas galinhas que  adubam e comem as larvas e insetos do solo.
As alpacas que são dentuças não arrancam com as raízes as gramíneas e sim as podam, além disso em suas patas existem as “almofadas” como as dos cachorros, que as fazem pisar suavemente no solo evitando a compactação e também adubam o solo.

Pensando em tudo isso, certamente o vinho fica mais gostoso.