quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Manacá-da-serra








Manacá-da-serra
Pleroma mutabile, originária da Mata Atlântica brasileira, da família Melastomataceae.
Mutabilis, pois suas flores mudam de cor, são brancas quando nascem, tornam-se róseas e posteriormente roxas. É comum encontrarmos as três cores de flores ao mesmo tempo na árvore.
Arvore que atinge até 12 metros de altura, com tronco de 30 cm de diâmetro. Folhas simples com nervuras longitudinais marcantes, pilosa na face inferior e áspera na superior. Flores lindas de salpicadas pela copa. Quem passa pelas serras dos estados do Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo nessa época assiste a um espetáculo de cor em meio ao verde.
O manacá-da-serra é uma ótima opção para parques, praças e calçadas menores. Só muito cuidado nos transplantes, pois é uma planta que sofre muito ao mudar de lugar. Já muitas mudas morrerem, por isso, sou adepta a plantar mudas bem pequenas e deixa-las se adaptar aos poucos.
Como é uma planta de serra, gosta de solo rico em húmus, com irrigação quando a terra estiver seca, pelo menos até se desenvolver bem e é tolerante ao frio.

Multiplica-se por sementes

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Gérbera













GÉRBERA
Gerbera jamesonii, originária da África, da família das Asteraceae ou Compositae (Compostas).
Gerbera em homenagem a Traugott Gerber, um médico e naturalista alemão.
Adoro apresentar está planta, mostrar um vaso e perguntar quantas flores tem lá, depois mostrar o que de fato é a flor. O sorriso sempre aparece. O que vemos são capítulos com muitas flores inseridas num receptáculo arredondado protegido por brácteas. É comum existirem tipos de flores diferentes nestas inflorescências, às vezes as flores situadas na periferia são diferentes das situadas no centro. Isso não é incrível?
Herbáceas que atingem um pouco mais de 40 cm de altura com folhas em roseta com pelos na face de baixo. As flores reunidas em capítulos lindíssimas, não é a toa que estão entre as flores mais comercializadas do mundo. Estão presentes em quase todos os eventos e sempre trazendo muita alegria, pois suas cores – rósea, branca, vermelha, amarela, laranja realmente fazem a diferença. Também podem ser utilizadas em canteiros a pleno sol com terra rica em húmus. Prefere o clima frio.

Multiplica-se por sementes ou divisão de touceira.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Clerodendro, Lágrima-de-cristo








CLERODENDRO, LÁGRIMA-DE-CRISTO
Clerodendrum thomsonae, originária da África, da família Lamiaceae.
Trepadeira semi-lenhosa, de crescimento lento, que pode atingir 4 metros de altura. Folhas ovaladas verde-escuras, com nervuras bem marcadas.  Flores, em cachos, têm a corola vermelha e cálice branco, essas flores são muito atraentes e disputadas pelos pássaros e mamangavas.
Indicada para pergolados, treliças, floreiras e vasos. Já a vi em forma de arbusto, quando uma parte dos galhos é podada. Ela não é tão rápida como o sapatinho-de-judia e a ipomeia-rubra, mas vale a pena esperar.
Desenvolve-se a pleno sol e meia sombra, com bastante luz, às vezes seus cálices ficam um pouco queimados quando o sol é muito forte. Irrigação sempre que o solo estiver seco.
Gosta de solo rico em húmus, mas com boa drenagem e não suporta geada ou frio intenso.

Multiplica-se por estaquia, alporquia ou sementes. 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Russélia








RUSSÉLIA
Russelia equisetiformis Schltdl.& Cham, originária da América do Norte, México, da família Plantaginaceae.
Russelia é uma homenagem ao naturalista escocês Alexander Russell (1715–1768) e equisetiformis é como equisetum, há semelhança ao rabo de cavalo que corre.
Herbácea pendente, que atinge um pouco mais de 2 metros de queda. Seus ramos são finos e ramificados, formando uma bela cortina. Flores muito ornamentais, um verdadeiro charme suas pequenas flores tubulares de coloração laranja quase vermelha, existe também variedades com flores amarelas e brancas.
Para quem tem floreira e quer algo caindo é uma ótima opção, não é muito volumosa e realmente fecha o local, ideal se o objetivo é esconder uma parte da casa, também para taludes, muros e sacadas. Já vi alguns que substituíram cortinas de tecidos por cortina de russélias, uma beleza, além de atrair vários pássaros e borboletas, mas plantadas pelo lado de fora.
Desenvolve-se bem a sol pleno ou meia-sombra em solo rico em matéria orgânica. Resiste a salinidade, frio, vento, enfim uma planta bem rústica.

Multiplica-se por sementes, estaquia e divisão de touceiras.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Dionela-variegata









DIONELA-VARIEGATA
Dianella tasmanica, originária da Austrália, Oceania e Tasmania, da família Xanthorrhoeaceae.
Planta herbácea, sem caule, que forma touceira, dos rizomas saem as folhas compridas verdes e brancas e estreitas que alcançam até 80 centímetros de comprimento.  Suas pequenas flores se agrupam em inflorescências do tipo espiga.
Planta bastante rústica, se desenvolve bem em quase todos os climas. Alguns colegas dizem que ela vai bem à meia-sombra, eu particularmente só plantei a sol pleno e ela fica lindíssima, principalmente se cultivada em terra rica em composto orgânico. Em pouco tempo ela já produz várias mudas, assim, no inicio, pode ser plantada com espaçamento maior que logo ela fechará a área.
Pode ser plantada em vasos, floreiras, formando maciços ou isoladamente, minha grande experiência com as dionelas é com uso em volta de lagos, eu particularmente gosto muito. Acho que sua flexibilidade combina muito com a água.

Multiplica-se por divisão das touceiras e por sementes.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Hibisco-do-mangue








Hibisco-do-mangue
Hibiscus pernambucensis, originário da região nordeste, especialmente de Pernambuco, da família Malvaceae.
Ontem quando finalmente consegui parar para fotografar essa espécie em uma calçada do bairro de Moema/SP , vi o vigia de uma escola me observando, me aproximei, elogiei a planta e perguntei “Faz tempo que ela está florida?, ele “Ela fica o tempo todo assim, a flores abrem, caem no chão fazendo tapete, mas é só dar uma chuvinha que as flores voltam todas”. Perguntei “O Sr. sabe o nome dela?” ele me respondeu “ não, mas muitos me perguntam”, eu disse “Esse é o Hibiscus pernambucencis, tem esse nome pelo seu local de origem” ele seu um sorrisão e falou “Então é meu conterrâneo?” e pelos gestos ficou muito orgulhoso. Despedi-me, fui pegar o carro e seguir para o Ibirapuera e quando olhei para a planta, o senhor estava a fotografando. J
Arbusto, que pode ser conduzido como árvore, deixando só o galho principal se desenvolver, atinge até 4 metros de altura, utilizada lindamente na cidade do Rio de Janeiro, especialmente em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas. Folha arredondada, com coloração verde-escuro brilhante, sem muitos lobos (como os outros hibiscos), copa globosa e tronco bem cilíndrico de 20 a 30 cm de diâmetro. Flores lindas amarelas com um leve perfume que atraem muitos pássaros, especialmente os beija-flores.
Planta bastante rústica e se desenvolve melhor em área de restinga e mangue.

Multiplicação por estacas e sementes.