segunda-feira, 6 de julho de 2015

Eritrina









Eritrina, Mulungu, Eritrina-candelabro.
Erythrina speciosa Andrews, nativa do Brasil, da família Fabaceae.
Assim como as pessoas, speciosa de especial, nem melhor, nem pior, simplesmente diferente e por isso tem seu charme.
Árvore de pequeno porte que atinge aproximadamente 5 metros de altura e mais o menos isso de largura de copa, com tronco tortuoso, espinhento e com as cascas mais velhas que se soltam e faz parecer uma cobra trocando a pele. Folhas ásperas compostas por três folíolos em forma de raia com aproximadamente 15 cm, nas folhas também encontramos espinhos. Frutos tipo legume vagem. Flores vermelhas que se agrupam em inflorescências em forma de candelabro. Adoro ficar olhando os beija-flores colhendo seu alimento, mas me divirto também com os periquitos desengonçados que acabam destruindo as inflorescências tirando flor por flor, às vezes da vontade de correr atrás deles e dizer, sei que vocês precisam comer, mas deixem as flores mais um pouquinho.
Fica linda em jardins, praças e parques, mas não aconselho para calçadas devido aos espinhos e por fazer uma copa baixa.
Desenvolve-se bem a sol pleno, em solos úmidos e ricos em húmus, caso o terreno não seja perto de lagos ou riachos, não se deve descuidar da rega, principalmente na fase de desenvolvimento.

Multiplica-se facilmente por sementes. 

domingo, 5 de julho de 2015

Dasilírio








Dasilírio
Dasylirion acrotrichum (Schiede) Zucc., originário do México, da família Asparagaceae.
Arbusto, muito parecido com agaves e yucas, que atinge aproximadamente 2 metros de altura, sem a inflorescência. Folhas suculentas, lineares, fibrosas, com espinhos nas margens e com as pontas secas. Inflorescências altas, formadas em hastes bem acima das folhas, compostas por pequenas flores brancas estreladas. Dioicas, ou seja, com flores masculinas e femininas em plantas diferentes.
Ideal para jardins que pedregosos, junto com plantas suculentas ou outras que necessitam de pouca água. Porém seus espinhos podem machucar se a planta estiver em locais de passagem. Quando adulta, vai formando um troco que cresce para os lados, ficando bastante escultural.
Desenvolve-se bem a pleno sol, bastante rustica, não necessita de solo muito preparado, somente com uma porção maior de areia para facilitar a drenagem. É capaz de viver em ambientes bastante diversos desde muito frio a muito calor, pois é originária de regiões desérticas.

Multiplica-se por sementes formadas nas plantas femininas.

sábado, 4 de julho de 2015

Iresine








Iresine
Iresine herbstii Hook., originário da América do Sul, incluindo o Brasil, da família Amaranthaceae.
Aqui mostrarei as fotos somente da Iresine vermelha, mas existe diversas variedade com folhas de coloração e formatos diferentes.
Arbusto que atinge aproximadamente 1,5 metros de altura com galhos vermelhos. Folhas em forma de coração, com nervuras bem marcadas. Inflorescência em forma de espiga formada nas pontas dos galhos, composta por pequenas flores brancas.
Muito utilizada para dar contraste no jardim com sua folhagem vermelha. Dois belíssimos trabalhos que utilizaram essa planta foram: Jean Paul Ganen que com a Iresine quis mostrar a degradação do o Rio Tietê, no Botânico de São Paulo e Fabio Piola que representou a violência no período militar no antigo DOI-CODI situado na Rua Tutoia, em ambos os casos, a intenção é a denuncia. Para quem acha que paisagismo é só beleza, aí estão dois exemplos de uso da vegetação com um cunho mais politico.
Desenvolve-se bem a sol pleno, em solo rico em húmus, com boa drenagem e irrigado quando a terra estiver seca. Não tolera geadas.

Multiplica-se por estacas.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Espada-de-são-jorge








Espada-de-são-jorge
Sansevieria trifasciata var laurenttii (De Wild) N.E. Br, originária da África, da família Asparagaceae.
Dizem que ela guarda a casa, eu como bióloga, não acredito nessas coisas, mas por via das dúvidas e seguindo a tradição popular, eu a tenho em casa e me sinto bem segura J.
Planta herbácea (sem lenho) rizomatosa (com caule modificado, subterrâneo) que atinge aproximadamente 1 metro de altura, somente com as folhas, pois não possui caule. Folhas grossas lineares com desenhos lindíssimos. Flores pequenas, brancas, que se agrupam em haste comprida.
Encontrada praticamente no mundo todo tanto em ambientes internos como externos, em vasos, floreiras, em canteiros, enfim... Para quem não tem tempo de cuidar, essa é uma das indicadas, além de necessitar de pouca irrigação.
Desenvolve-se a sol pleno ou meia sombra, pouco exigente quanto ao solo, desde que tenha boa drenagem, para isso, acrescentar uma porção de areia lavada de rio. Irrigar somente quando a terra estiver bem seca.

Multiplica-se por divisão de touceiras ou por estacas de folhas, simplesmente cortando um pedaço da folha e colocando-a para enraizar em substrato com 50% de areia.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Amor-perfeito










AMOR-PERFEITO
Viola X wittrockiana Gams, originário da Ásia e Europa, da família Violaceae.
Esse amor-perfeito é um hibrido da Viola tricolor, que é mais conhecida, porém esses exemplares fotografados têm as flores bem maiores.
Florífera perene, mas que é cultivada como anual, ou seja, é replantada todos os anos, através de sementes e atinge aproximadamente 30 centímetros de altura. Folhas ovalo-lanceoladas, macias e frágeis. Flores muito interessantes, achatadas com, corola arredondada, de cores diferentes com aspecto de carinha, essas cores tem uma grande variação.
Utilizada em canteiros que querem ser vistos e elogiados, dificilmente um jardim com amor-perfeito passa sem nenhum comentário. Também fica linda em canteiros, e vasos.
Desenvolve-se bem a sol pleno, em solos ricos em húmus, com boa drenagem e irrigado quando a terra estiver seca.  Como um bom amor-perfeito, fica bem melhor no friozinho.

Multiplica-se por sementes.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Margarida-do-cabo







MARGARIDA-DO-CABO
Osteospermum sp, originário da África do Sul, da família Asteraceae.
Florífera perene, rizomatosa, pode atingir até 1 metro da altura, mas normalmente fica bem menor. Folhas alternas alongadas, pilosas com margens irregulares. Flores pequenas centrais reunidas em capítulos de diversas cores.
Utilizada formando canteiros ou em vasos e floreiras, sempre oferecem muito destaque ao jardim. Normalmente floresce da primavera até o inicio do outono, mas hoje vi um lindo exemplar dessa flor.
Desenvolve-se bem a pleno sol, em solo rico em húmus, mas com uma boa quantidade de areia e irrigada quando a terra estiver seca e é necessário temperaturas mais baixas para seu crescimento.

Multiplica-se por divisão de touceiras ou sementes.