sábado, 7 de fevereiro de 2015

Capim-dos-pampas









Capim-dos-pampas
Cortaderia selloana, originário do Brasil e Argentina, da família Poaceae.
Os jardineiros fogem quando eu falo que vamos plantar capim-dos-pampas, isso se justifica no próprio nome “cortadeira”, pois suas folhas são serrilhadas e cortam mesmo. É bom sempre usar luvas e blusa de manga comprida.
O capim-dos-pampas é uma grama gigante que chega quase a 3 metros de altura, com caule com nós e entre nós, folhas longas, lineares e bordas serrilhadas e cortantes. Inflorescência em forma de espiga parecendo uma grande pluma nas cores brancas, amarelas ou avermelhadas, impossível passar por elas e não fazer um comentário “Que coisa mais linda!”.
Utilizada em jardins sem formas muito rígidas, ela dá movimento e leveza ao jardim. Pode ser usada como único exemplar, formando maciços ou ainda cercas-vivas. Muito utilizada também como flor de corte.
Desenvolve-se bem a pleno sol, em solo fértil, rico em húmus e com regas sempre que a terra estiver seca. Fica muito bonita em locais mais frios.

Multiplica-se por divisão de touceira.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Mussaenda frondosa








Mussaenda frondosa
Mussaenda frondosa, originária das Índias Orientais, da família Rubiaceae.
Arbusto que atinge por volta de 2 metros, tanto de altura como de largura. Folhas simples verde pálido com nervuras bem marcantes. Flores parecem estrelas, amarelo-alaranjado, e conta com uma sépala branca que ajuda a atrair os agentes polinizadores e oferecem um grande valor ornamental.
Muito utilizada como cerca-viva, pois fecha bem a área, mas também fica linda formando maciços.
Desenvolve-se em locais com bastante sol e solo rico em composto orgânico, com boa drenagem e irrigação sempre que a terra estiver seca. Prefere clima tropical e subtropical e sofre no frio mais intenso.

Multiplica-se por sementes e estacas.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Flor-leopardo








flor-leopardo
Belamcanda chinensis, originária, como o próprio nome diz, da China e também do Japão, da família Iridaceae.
Herbácea (não tem vasos lenhosos) rizomatosa (possui caule modificado subterrâneo) que atinge menos de um metro de altura. Folhas lindíssimas, dispostas sobre uma haste, como fitas em forma de leque, de um verde muito bonito. Flores ainda mais belas de coloração amarela, alaranjada, cheias de manchas cor de vinho, que lembram as de um leopardo e se formam acima das folhas. As sementes são pequenas bolas negras.
Linda para fazer grandes canteiros, mas pode ser usada em pequenos locais ou mesmo em vasos e floreiras. Compõe muito bem em jardins tropicais e se adapta a todo em todo o Brasil.
Planta muito rústica, desenvolve-se bem a pleno sol em solo rico em composto orgânico, com boa drenagem, não tolera encharcamento. Cães e gatos costumam vomitar após ingerir as folhas da flor-leopardo.

Multiplica-se por sementes e divisão de touceiras.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Afelandra-coral








Afelandra-coral
Aphelandra sinclairiana, originária da América Central, da família Acanthaceae.
Arbusto que atinge até 3 metros de altura, com folhas grandes sulcadas, brilhantes, ovais, muito ornamentais. Flores tubulares, delicadas, longas e róseas, envolvidas por brácteas corais, formando uma linda inflorescência tipo espiga que atraem muitos beija-flores. As brácteas permanecem por bastante tempo, mesmo após a queda das flores.
Muito utilizada em jardins tropicais, plantada como planta única, em maciços ou formando cercas-vivas. Principalmente se não receber manutenção adequada, pode perder as folhas na parte de baixo da planta. Muito fazem como nas hortênsias as podas drásticas após o florescimento, mas se a planta receber nutrientes e água em quantidade certa, esse procedimento é dispensável.

Multiplica-se por estacas.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Ervilha-borboleta








Ervilha-Borboleta
Clitoria ternatea, originária da Ásia Tropical, da família Fabaceae.
Ervilha-borboleta porque parece e atrai muitas borboletas e produz vagem como a ervilha.
Trepadeira, pode chegar até 3m de altura e vários metros para as laterais. Folhas compostas por 5 ou 7 folíolos elípticos opostos, imparipinados (com um folíolo na ponta). As flores são lindíssimas de um azul muito intenso, com o centro amarelo. Fruto em forma de vagem e sementes do tamanho de feijões que germinam em uma ou duas semanas.
Ideal para cobrir cercas e com grande potencial paisagísticos, apesar de não ser muito utilizada, floresce praticamente o ano todo e suas flores realmente chamam muita atenção e surgem em muito pouco tempo após o plantio. Na Ásia essas flores são usadas para enfeitar saladas e são comestíveis também.
Desenvolve-se bem sob sol pleno em solo fértil rico em húmus e irrigado quando a terra estiver seca.

Multiplica-se por estacas e sementes.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pau-ferro









Pau-ferro
Libidibia ferrea var leiostachya, nativa do Brasil, da família Fabaceae.
Seu nome popular faz referencia a dureza de sua madeira, uma das maiores densidades que encontramos em árvores na América Latina. Para quem está estranhando o nome, eu me solidarizo, prefiro Caesalpinia, mas os botânicos mudaram.
 Árvore que atinge 12 a 28 metros de altura, com tronco, com diâmetro de 50 a 80 cm, manchado e marcado “marmorizados” pelas cascas velhas que vão se desprendendo, não só isso, mas o desenho que os galhos formam são simplesmente maravilhosos, em minha opinião, uma verdadeira obra-de-arte, não canso de olhar. Folhas bipinadas, com folíolos pequenos na coloração verde escuro. Flores amarelas, bem “recatadas”, penso que poucas pessoas já observaram essas pequenas e charmosas flores, mas eu realmente acho que fica linda no conjunto com a árvore, sem fazer muito escandalo. Os frutos são vagens duras.
Muito utilizada em projetos de paisagismo para grandes jardins, praças e parques. O uso em calçadas tem que ser muito planejado, de preferencia onde não tenha muita circulação de pessoas, pois seus grandes galhos podem quebrar em tempestades e onde não exista fiação elétrica ou com pessoal qualificado para fazer as podas de liberação dos fios. Muito boa recuperação de áreas degradadas.
Como é uma planta originaria da Mata Atlântica, prefere solo rico em composto orgânico com irrigação regular no primeiro ano após o plantio no local definitivo e sempre a sol pleno.
Multiplica-se por sementes que devem ser escarificadas para quebrar a dormência.  

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Palma, Urumbeta








PALMA, URUMBETA
Nopalea cochenillifera, originária do México, da família Cactaceae.
Cacto, ou seja, com adaptações para viver em clima seco; caule  cilíndrico e  ramos achatados, carnosos e ovalados, formando cladódios, mais conhecidos como “palmas” são eles que fazem a fotossíntese da planta, uma vez que as folhas encontram-se reduzidas a espinhos pequenos e esparsos, ausentes em algumas variedades. Flores alaranjadas, róseas ou vermelhas e com muitos estames cor-de-rosa choque, muito longos.
Planta bastante rústica, utilizada tanto para plantio de um único exemplar, na terra ou vaso como formando cercas-vivas. Em muitos lugares é utilizada como alimento, principalmente para os ruminantes em épocas de estiagem.
Desenvolve-se bem a sol pleno, em solo arenoso e com boa drenagem.

Multiplica-se por estaquia e sementes.