quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Voquísia









VOQUISIA
Vochysia tucanorum, originária do Brasil, da família Vochysiaceae.
Atualmente quem anda pela serra da Mantiqueira pode ver lindas manchas amarelas no meio da mata, trata-se da voquísia, que em contraste com o verde compõe uma linda paisagem.
Arvore de até 12 metros de altura, com folhas simples com 4 a 6 por ramo, frutos em forma de cápsula sulcada e inflorescência com flores amarelas nas pontas dos ramos, lindas e vista de muito longe. Tronco com fissuras e bem redondo.
Pode perfeitamente ser utilizada no paisagismo, é muito resistente, sem grandes necessidades quanto ao solo, mas tem crescimento lento. Indicada também para reflorestamento.

Multiplica-se por sementes, lentamente.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Gengibre-vermelho








Gengibre-vermelho
Hedychium coccineum, originário da Índia e Himalaia, da família Zingiberaceae.
Herbácea rizomatosa (com caule modificado subterrâneo) que atinge um pouco mais de 2 metros de altura, onde vemos uma haste reta com folhas alongadas parecendo que está coroando a linda inflorescência que se encontra na ponta da haste. As flores são tubulares vermelhas que atraem muitos pássaros e abelhas.
Apesar de ter forma adequada para jardins tropicais, ele não tolera temperaturas muito altas, sendo indicada mais para regiões de serra. No inverno, perde a parte aérea rebrotando na primavera.
Desenvolve-se muito bem em beira de córrego ou solo mais úmido. O solo deve ser rico em húmus e com irrigação frequente. Muito usada tanto como exemplar único como em grupos. Mostra mais sua beleza se estiver plantada a pleno sol.

Multiplica-se por divisão de touceiras, tomando o cuidado de deixar uma parte do rizoma em cada muda.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Helicônia








Helicônia
Heliconia rostrata, originária da América do Sul, da família Heliconiaceae.
Não quero influenciar ninguém, mas jardins com helicônias são incrivelmente lindos! Elas são quase um símbolo de jardim tropical.
Arbusto rizomatoso que atinge mais de 3 metros de altura, com folhas grandes parecendo as de bananeiras e flores amarelas envolvidas por brácteas vermelhas, amarelas e verdes formando um conjunto que é uma verdadeira obra de arte. Estas inflorescências são pendentes, e seu comprimento varia de acordo com o número de flores. Já foi retratada em muitos quadros. Atraem muitos pássaros, especialmente os beija-flores.
Ela se desenvolve bem a sol pleno, mas fica mais bonita em meia sombra com bastante claridade, prefere locais com pouco vento, pois suas folhas se rasgam com muita facilidade e as vezes, os cachorros caçadores, as atacam achando que é uma imensa ave, principalmente quando  o vento bate em suas folhas.
Gosta de calor, solo rico em húmus e mais úmido. Fica linda formando grupos ou renques, de preferencia perto de muros e em cantinhos escondida do vento.

Multiplica-se por divisão de touceira.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Chuva-de-ouro, oncídio








CHUVA-DE-OURO, ONCÍDIO.
Oncidium sp, originário das Américas, incluindo o Brasil, da família Orchidaceae. Esse gênero tem aproximadamente 330 espécies, 38 são encontradas na Mata Atlântica.
Essa orquídea foi nomeada em 1800 por Olof Swartz, em razão do pequeno calo situado na base do labelo que tem aparência de um pequeno tumor, intumescência e que em grego é Onkos.
Orquídea, a maioria é epífita, ou seja, que cresce sobre plantas, mas existem as que vivem na terra também. Possuem pseudobulbos ovalados e achatados e contém duas ou quatro folhas laminares. Flores geralmente amarelas, mas existem as marrons, verdes, alaranjadas e tigradas, com pétalas e sépalas pequenas em relação ao labelo. É um beleza, sempre que olho parece que uma fada esta de braços abertos pronta para um abraço.
Os Oncidiuns são encontrados desde ao nível do mar nos trópicos até a altitudes elevadas dos Andes, assim é difícil definir uma forma de cultivo generalizada, mas a maioria no Brasil, desenvolve-se bem à meia-sombra, em substrato com bastante húmus,  fibras de coco, casca de pinus etc. e pode ser amarrado às arvores com meia-calça de nylon. Deve ser molhada sempre que o substrato estiver seco.

Multiplica-se por divisão da planta, cada muda ficando com três pseudobulbos pelo menos.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Amor-agarradinho






Amor-agarradinho
Antigonon leptopus, originário do México, da família Polygonaceae.
Trepadeira semi-lenhosa, sarmentosa, ou seja, que produz estrutura para sustentação. No caso do amor-agarradinho tem gavinhas que são ramos modificados e servem para a fixação da planta, como as molas do maracujá. As folhas são simples e bem marcadas, parecem rendadas e as flores parecem corações, de um rosa bem intenso, se agrupam formando inflorescências lindas, e ainda existe a variedade com flores brancas.
O amor-agarradinho, apesar de não ter um crescimento tão rápido se adapta a muitos tipos de suporte, como arcos, cercas, caramanchões, pergolados e até parede, desde que tenha uma estrutura para se fixar, para as gavinhas se prenderem e continuar crescendo. As folhas também tem um belo efeito ornamental.
Também é utilizada com finalidade apícola, pois atraem muito as abelhas.
Desenvolvem-se bem a pleno sol em solo fértil, enriquecido com húmus e boa drenagem, não suporta solos muito úmidos. A adição de farinha-de-ossos estimula a floração.

Multiplica-se por sementes, estaquia e alporquia.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Lavanda









LAVANDA, ALFAZEMA
Lavandula angustifolia, originária da região do Mediterrâneo, da família Lamiaceae. Anteriormente era chamada de Lavandula officinalis, em referencia ao poder de cura.
Lavanda, do latim, lavare, "lavar".  Utilizado desde a antiguidade para tomar banho, aromatizar ambientes e como produto curativo, indicado para insônia, calmante, relaxante, dores, etc.
Planta herbácea com até 0,90 metros de altura com folhas verde-claras, bem estreitas e compridas, por isso, angustifolia. As flores se agrupam em espigas formando inflorescências lilases, azuis, roxas ou brancas, com um dos melhores perfumes que existe.
Um canteiro com lavanda e um grande ganho no jardim. Pela literatura se fala que ela floresce no verão, mas eu tenho em casa e posso garantir que elas florescem o ano todo além de não exigir muita manutenção e nem muita água.
Desenvolvem-se bem em vasos, jardineiras, pequenos canteiros, mas o melhor são os grandes canteiros, são de tirar o folego, sem contar com o perfume. Pouco exigentes quanto ao solo, mas sempre devem estar a pleno sol. Podem ser plantadas em regiões litorâneas e do friozinho da serra.

Multiplica-se facilmente por estacas e sementes.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Lírio-da-paz








 Lírio-da-paz
 Spathiphyllum wallisii, originária da Venezuela e Colombia, da família Araceae.
Seu nome científico é uma homenagem à Gustav Wallis, colecionador de plantas alemão. Planta herbácea que atinge por volta de 40 cm de altura, com folhas grandes, sem pelos e nervuras bem marcantes, muito ornamentais. As flores são espádices, aquela estrutura parecendo uma espiga dentro da espata (bandeira-branca). Dizemos que existem três lírios-da-paz; o pequeno S. wallisi, que floresce sempre, o S. cannifolium o médio, com cerca de 0,70 m e flores perfumadas, que floresce na primavera e verão e o S. ortgiesii, o grande, chegando até a 1,90 m de altura e que floresce poucos dias por ano. Todos são ornamentais tanto pelas flores como pelas folhas.
Podem ser cultivados em vasos, floreiras e em canteiros sempre a meia-sombra, onde recebam bastante claridade, mas não a luz do sol diretamente em solo enriquecido com húmus e irrigação quando a terra estiver seca.
Diz o dito popular que onde existe esse lírio existe a paz, como escuto muito o que me dizem, os tenho na frente da minha casa há mais de 15 anos e raramente faço algum trato, devo ter feito divisão de touceiras para produzir mudas e presentear os amigos umas duas vezes nesse tempo todo, de resto somente adiciono cinzas de madeira e eles estão sempre lindos e florescendo o ano todo.
Multiplica-se por divisão de touceiras